América Latina é a região que mais cresce em terceirização, diz Gartner

18 08 2008

Do ComputerWorld

Ainda representando um pedaço pequeno em comparação com EUA, região terá a maior alta anual até 2012: 16,3%.

A América Latina é a região que vai crescer mais em terceirização de TI no mundo. De acordo com o Gartner, que revisou seus números em junho passado, a região terá alta de 16,3% ao ano, saltando de 24,9 bilhões de dólares em 2008 para 44,9 bilhões de dólares em 2012. Esses números não incluem os serviços de Telecom.

A outra região que terá o crescimento em taxas próximas é Ásia-Pacífico, com 9,5% ao ano. No entanto, a base de faturamento dessa geografia é maior, saindo de 39 bilhões de dólares em 2008 para 57 bilhões de dólares em 2012.

Os Estados Unidos, mesmo passando pela pior crise dos últimos cinco anos, ainda representam o maior mercado de terceirização de TI no mundo.  O país terá alta de 7,2% ao ano, defende o instituto, saltando de 260 bilhões de dólares em 2008 para 345 bilhões de dólares em 2012. CIOs tentam se prevenir contra a crise nos EUA.
“Vejo a América Latina, especialmente o Brasil, em boas condições prestar serviços em setores como cloud computing e utility computing. Vários clientes nos EUA buscam alternativas à Índia e o Brasil é uma boa opção”, disse Richard Matlus, analista do Gartner, durante evento de terceirização do instituto.





Mercado de TI: profissionais em alta!

11 08 2008

Trabalho. Emprego.

Eis aqui um dos principais problemas que afetam a estrutura social brasileira. No entanto, nos últimos anos temos acompanhado um melhora gradativa neste cenário, causando uma redução no índice de desempregados.

Especificamente tratando-se da área de TI, a situação é totalmente oposta. Recentemente, o consultor de negócios empresariais Max Gehringer, publicou uma matéria sobre emprego onde apontava as 3 principais áreas para trabalhar (onde é “menos difícil”  conseguir um posto de trabalho), e entre elas estava a área de informática. Quando analisamos demonstrativos de consultorias de RH ou de empresas que trabalham com alocação de profissionais, e juntamente com dados de grandes empresas do ramo sobre o seu quadro de profissionais, a constatação é única: existe hoje um déficit muito grande de recursos no mercado brasileiro de TI, e até mesmo mundial. Ou seja, HÁ VAGAS!

Essa realidade faz com que os profissionais da área de TI sejam ,em muitas situações, extremamente caros. Logo, são profissionais muito bem remunerados mas que possuem um conhecimento acima da média para o mercado, e essecial para a sua sobrevivência e até mesmo das empresas que necessitam desses recursos para se manterem. Portanto, é comum e totalmente normal o grande número de talentos ainda jovens, que acabam saindo das empresas com menos de 1 ano (saem por melhores salários e condições), de profissionais com uma rotatividade muito grande e que já atuam a muitos anos na área, etc.

Esse cenário em contrapartida, deixa exposto pelo menos duas grandes situações:
1) Porquê as empresas de TI “caçam” tanto esses profissionais?
2) Qual a real necessidade de um profissional ter uma rotatividade tão grande?

A primeira situação faz com que pensemos de imediato no mérito educacional, além do nível de experiência. Quanto melhor for o currículo do candidato e mais vasta a sua experiência, melhores serão suas chances. Obviamente, diferenciais extremamente importantes valem (e muito) nessas horas. No geral, os profissionais “caçados” são aqueles que sempre estão um passo a frente na busca pelo conhecimento. Claro que essa comparaçào serve para todas as áreas (biológica, humana ou exatas), mas tratando-se de um ramo em que a cada 2 meses vocë encontra sempre algo em super evidência, essa realidade é muito mais forte.

Essa busca incessante das empresas por profissionais tão bem qualificados, acaba gerando nossa segunda situação, que trata especificamente da rotatividade. Entre os principais problemas que podemos apontar para uma rotatividade tão grande, temos:

  • Falta de liderança
  • Salários não compatíveis
  • Estrutura básica
  • Plano de carreira
  • Projeto em um estado final ou ociosidade

Percebemos que o salário não é o fator principal, mas sim em muitas empresas os profissionais acabam saindo por quê as pessoas que compõem a estrutura de liderança, não são bem vistas no decorrer do projeto. Isso gera descontentamento, queda da produtividade e que pode ocasionar na necessidade do recurso ir em busca de novas oportunidades. E com certeza, não demorará para encontrar um novo trabalho.

Juntamente com esses fatores, o mercado brasileiro está em forte expansão. Atualmente, temos milhares de empresas nacionais de pequeno, médio e grande porte instaladas em grandes regiões metropolitanas, além é claro das gigantes do setor (IBM é o exemplo mais acessível). A região de Campinas é considerada um dos maiores e principais pólos de TI do Brasil (perde apenas para a Grande São Paulo). Nesta região, você encontra as seguintes empresas: IBM, Motorola, Dell, Compaq, CPqD, Eldorado, C&IT, além de uma infinidade de consultorias (nacionais e estrangeiras) que alocam seus profissionais para dentro dessas empresas bem como uma infinidade de outras companhias da área de TI ou líderes de seus segmentos (Goodyear, Honda, 3M, etc).

Estimativas dizem que a IBM deve crescer em torno de 20% no ano de 2008 para a unidade que fica em Hortolândia. Essa expansão em larga escala não é apenas privilégio da IBM, mas de milhares empresas de TI que vem crescendo ano a ano de forma concreta e aumentando seu quadro de clientes, pois a necessidade é clara e nenhuma delas pode ou quer perder tempo em novos espaços.

Contudo, é imprescindível que as empresas se preparem não somente para receberem seus novos profissionais, aumentarem seus lucros e sua expansão no mercado. Elas devem efetuar de maneira essencial formas para ganhar a confiança e a satisfação de seus funcionários, pois a rotatividade faz com que a empresa tenha um custo muito alto na contratação e preparação de novos profissionais (esse custochegar a R$ 12.000,00 dependendo do cargo, e factível para 4 semanas de trabalho até que a produtividade seja eficiente).

Com essa medida sendo adotada, teremos uma redução muito grande na rotatividaede dos profissionais, e os mesmos serão muito bem adequados na nova estrutura de carreira e crescimento profissional.

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No nosso próximo encontro, abordaremos a temática empresarial. Porquê as empresas tem tantos problemas com seus funcionários? Quem é o culpado nessa história?





Prepare-se para liderar a nova geração de profissionais

7 08 2008

Ione Coco, vice-presidente do Gartner para AL, aponta as principais mudanças trazidas pelos nativos digitais e ensina os caminhos para quem terá de liderá-los.

A entrada da chamada geração Y (ou geração de “nativos digitais”) no mercado de trabalho vai provocar mudanças na forma como as empresas se relacionam com fornecedores, consumidores e funcionários.

Ione Coco, vice-presidente do Gartner para a América Latina, ressaltou, em palestra no Festival de Tecnologia de Petrópolis, que em dez anos os nativos digitais ocuparão postos de liderança nas empresas e, então, terão poder de decisão sobre as práticas empresariais. “A empresa deixará de ser ativa e passará a ser interativa”, disse Ione.

Na visão do Gartner, até 2015, as pessoas gastarão 80% de seu tempo trabalhando em colaboração (leia previsão até 2012). E essa é uma das fortes características dos nativos digitais que não vêm sendo atendidas pelas corporações. “Será que não estamos castrando esses jovens que chegam com vontade de inovar?”, provoca Ione.

Algumas empresas parecem já ter percebido o problema. “A empresa tem muita gente nova. Cerca de 40% do pessoal é recém-contratado e essa turma demanda internamente o que está acostumado a usar em casa, mas encontra um ambiente conservador. Porém, o mercado já acordou e estamos começando a olhar para isso [ferramentas de web 2.0]“, conta Marcelo Estellita, gerente de TI da Petrobras.

Para Ione, um dos fatores que levam à carência de mão-de-obra na área de tecnologia é que os jovens desistem dos cursos superiores na metade da graduação porque acham que há matemática demais.

Na maior parte das empresas, a situação “engessada” continua, especialmente nos aspectos gerenciais. “Quem mais tem de mudar para se adaptar a essa nova realidade é o RH. Essa geração quer que suas idéias sejam ouvidas e valorizadas”, ressalta Ione, lembrando que os integrantes da geração Y não acreditam em comunicação “top-down” e não respeitam autoritarismo. “Para ser um líder de longo prazo, você precisa interagir com sua equipe e fazer com que eles o admirem”, finaliza.





Como é o novo profissional de tecnologia da informação

31 07 2008

Cada vez mais, as habilidades de comunicação e o conhecimento geral, não apenas técnico, ganham importância para as empresas da área no momento da seleção.

Do COMPUTERWORLD
A quantidade de vagas disponíveis no mercado de Tecnologia da Informação é invejável (veja o que dificulta o preenchimento desses postos). Segundo a consultoria IDC, de 2006 a 2009 serão gerados na América Latina mais de 600 mil empregos. Quase metade deles no Brasil.

Ou seja, não está muito difícil trabalhar para quem é da área. De qualquer forma, os profissionais devem ficar atentos a algumas qualificações exigidas pelas empresas. Atender ou não a essas demandas pode ser o elo perdido entre o emprego dos sonhos e a dura realidade dos trabalhos burocráticos.

Preencher os requisitos, na verdade, começa com questões mais simples do que se pode imaginar. “O primeiro ponto a ser destacado é a fluência em inglês”, afirma Ricardo Basaglia, gerente da divisão de TI da Michael Page, consultoria de recursos humanos.

“Não é difícil encontrar profissionais que se preocupam antes em ter um MBA do que uma segunda língua”, alerta Basaglia. Não que ter um bom currículo acadêmico não seja importante, mas, de acordo com o gerente, o inglês hoje é obrigatório. Já o MBA, ainda representa um diferencial no mercado.

Nas contas do executivo, o salário de um profissional, no mesmo cargo, com inglês fluente varia entre 20% a 30% positivamente em comparação com outro que apenas fale português. Um dos motivos para isso, segundo Basaglia, está no crescimento do mercado de offshore no Brasil, principalmente com a chegada de diversas empresas indianas.

Partindo do fato que o profissional já tem uma segunda língua, em uma seleção sai na frente o que consegue aliar boa formação com experiência. Isso significa ser um profissional certificado na área em que trabalha. Ter um vasto conhecimento técnico adquirido em cursos diversos não é ruim, mas o ideal é escolher uma área específica para buscar projetos e novos desafios.

“Os cursos são uma boa porta de entrada para o mercado e as certificações estão se tornando uma exigência, mas precisam vir acompanhadas de experiência”, destaca Basaglia. Para o gerente, participar de comunidades e fóruns na Internet é outro ponto a ser destacado. “As empresas sempre estão olhando para os profissionais que mais participam e compartilham conhecimentos e experiências”, relata.

Ricardo Bevilacqua, diretor da Robert Half, empresa de recrutamento executivo, afirma que, para se destacar da multidão, o profissional precisa não só falar inglês, como ler e escrever. “As certificações são importantíssimas, com experiência comprovada”, diz Bevilacqua.

Conhecimentos gerais
Ao participar de um processo de seleção, o postulante a uma vaga passa por diversas avaliações. Na análise, apesar de se tratar de uma profissão técnica, o conhecimento do profissional em tecnologia pode acabar não tendo o maior peso. As habilidades de comunicação e a capacidade de trabalhar em equipe estão, no mercado atual, cada vez mais valorizadas.

“Existem muitas empresas que têm uma cultura organizacional extremamente forte. Ter afinidade com essa cultura é mais importante do que o conhecimento técnico”, destaca Francine Mazzafero Graci, diretora da Fesa, empresa especializada em recrutamento executivo. “Toda companhia procura profissionais maduros, que saibam delegar e tenham formas de controle do trabalho claras”, diz Francine.

Jairo Okret, sócio-diretor da Korn/Ferry, especializada em Recursos Humanos, explica que a avaliação de um profissional ocorre em três etapas. A primeira é a análise técnica, na qual o objetivo é saber se o candidato possui experiência e o conhecimento necessário para exercer a função. Na segunda etapa, é feita uma avaliação comportamental. Nesse momento, o que conta é a capacidade de liderança, de trabalhar em equipe e, principalmente, na opinião de Okret, compostura. Na última fase, são checadas as referências do profissional.

Basaglia chama atenção para o fato de, cada vez mais, o profissional técnico precisar conhecer negócios. Isso ocorre por conta da importância estratégica que o setor de TI vem ganhando dentro das corporações. “A habilidade de comunicação é muito importante. O profissional precisa saber adequar a linguagem técnica para a de negócios. O cliente ou usuário deve entender o que se está falando”, determina o executivo.

Quem já está no mercado também tem percebido essas mudanças. Marcelo Thalenberg, profissional da área de consultoria em São Paulo e participante da CW Connect, alerta em discussão na rede social que o problema com a mão-de-obra em TI é mais humano do que relacionado à parte técnica. Segundo ele, o conhecimento técnico representa só 20% do resultado final e os outros 80% são habilidades de como liderar as pessoas. Para Basaglia, a relação entre a importância do conhecimento técnico e do conhecimento de negócios já está em 50%.

Outro participante da rede social criada pelo COMPUTERWORLD, Ricardo Fernando Santos de Almeida, conta que quando sua empresa percebeu que os processos dependiam da TI, as carreiras que eram vistas por um viés técnico passaram a exigir competências de gestão do profissional. “Acredito que hoje a carreira de TI exige um porcentual quase igual de ciências humanas e técnicas para seguir o caminho certo do mercado”, defende.

O que vale mais na hora da entrevista
- inglês fluente;
- conhecimento em áreas específicas;
- experiência na área desejada;
- participação em redes sociais;
- habilidades de comunicação;
- saber trabalhar em equipe;
- conhecimento de negócios.

Comentário:
Mais um tópico para apimentar ainda mais nossa discussão sobre profissionais, empresas e carreira. Próximo post, abordaremos novamente as questões referentes aos profissionais.





Mercado global de serviços de TI crescerá 9,5% em 2008

29 07 2008

Por IT Web.

Apesar da incerteza que ronda a economia global, o mercado de serviços de TI deve permanecer forte. A conclusão é do Gartner, baseado na previsão dos usuários, de desembolsar mais de US$ 819 bilhões em 2008 neste segmento. Trata-se de um volume 9,5% maior do que em 2007.

Analistas dizem que os resultados do primeiro trimestre apontam cenários “mistos”. Kathryn Hale, vice-presidente de pesquisa do Gartner, analisa que no primeiro trimestre de 2008, os resultados financeiros dos nove maiores provedores de serviços de TI ficaram acima das expectativas, e que muitos líderes de mercado expressaram otimismo para o restante do ano.

Além disso, o contínuo declínio do dólar contribui para o crescimento dos números nesta moeda. Mas, em conferência do Gartner recente, Kathryn conta que alguns fornecedores indicaram que as assinaturas de contratos estão sendo proteladas e alguns projetos colocados em espera.

A terceirização do core de TI (gerenciamento e processos) continua a ter o maior crescimento no mercado. Em 2008, os serviços de outsourcing core caminham para representar 42% do dotal dos gastos de serviços de TI em todo o mundo. Os contratantes procuram gerenciamento de processos (BPO) como solução para controle de custos a curto prazo, e o aumento da disponibilidade de entrega global torna o BPO uma opção atraente de redução de despesas.

Os segmentos de consultoria, desenvolvimento e integração continuam com crescimento estável. São áreas dirigidas por demandas como redução de custos, combinadas a projetos que podem aumentar a rentabilidade ou faturamento. Este nicho está previsto para movimentar US$ 327 bilhões em 2008, 10.1% acima dos US$ 297 bilhões computados em 2007.





O profissional de TI

27 07 2008

Dando continuidade ao nosso tema sobre “O casamento entre empresas e profissionais de TI”, tentaremos hoje identificar quem é o profissional de TI atual, quais são seus principais pontos fortes e falhas, que acabam atrapalhando ainda mais esse tão conturbado relacionamento.

Basicamente, podemos classificar o profissional de acordo com as 3 formas a seguir:
O Pré-histórico
O contemporâneo
O moderno

Antes de investigarmos cada um destes perfis mais a fundo, podemos perguntar: qual destes possui mais sucesso e garantias de trabalho? Resposta: todos eles, e nenhum deles (ao mesmo tempo).

O pré-histórico, seriam os profissionais enquadrados em tecnologias antigas (como nosso querido Cobol), ou que já possuem mais de 30 anos na área de “computação”. São profissionais extremamente caros e muito bem valorizados pelos seus conhecimentos em alta plataforma, e com uma necessidade fundamental de atuação nas grandes empresas, principalmente do setor bancário ou que trabalham diretamente com o mainframe.

Já o perfil de profissionais contemporâneos, é onde encontramos a maior quantidade. Atuantes em diversas tecnologias de mercado (java, .NET, SAP, etc), possuem bons conhecimentos gerais (principalmente em baixa plataforma), em banco de dados (seja Oracle, DB2, etc), UML e mais uma infinidade de conteúdos necessários para atuar em TI. Ocupam principalmente, as cadeiras das fábricas de software ou dos níveis de outsourcing.

O profissional moderno, é raríssimo de ser encontrado. Ele possui todas características do pré-histórico + contemporâneo, mas também tem visão de mercado. Ou seja, ele sabe exatamente o que precisa fazer para melhorar sua carreira, onde e como ele pode trazer isso para seu currículo e melhorar a estratégia da empresa (nesse caso, ambos saem ganhando). Geralmente, são pessoas que terão muito sucesso a ponto de ocuparem grandes cargos gerenciais ou na diretoria de grandes empresas.

Se temos 3 perfis, e cada um basicamente sabe o que deve fazer, porque mesmo assim podemos dizer que não há garantias de scuesso?

Tudo isso depende basicamente de como estruturar sua carreira, absorver os melhores conhecimentos nas melhores instituições e nos momentos exatos, antes mesmo que o mercado exija que você tenha. Obviamente, não estou dizendo que as universidades garantem todo o tipo de conhecimento necessário. Muito pelo contrário!

A visão empregada na grade curricular universitária, ela é apenas uma amostra do que realmente existe no mundo empresarial, e também serve de preparação para que o profissional escolha uma rota a ser seguida. Não existe possibilidade alguma, de um desenvolver Java conhecer todas as informações sobre essa tecnologia, e ao mesmo tempo ser um expert em Cobol, Mainframe, Altamira, DB2 e UML. É algo absurdo na questão tempo, e também em fatores culturais.

Primeiro que, na maioria dos casos o estudante já sai da faculdade visualizando uma carreira, construindo seus pilares iniciais. Mas isso pode ser péssimo para o mesmo, caso ele não seja cauteloso e visualize melhor as oportunidades existentes, pois tentativas fracassadas podem gerar descontentamento e concretizar uma falta de esperança onde não razão para existir.

O que realmente deve ser feito, é observar as tendências e dentro da própria, acompanhar suas metodologias, processos e formas de trabalho e, ao longo do tempo, começar a edificar a base da carreira. Muitas vezes, é necessário atuar em uma área expecífica da qual não se sinta a vontade. Porém, este é um “mal-positivo”‘, pois acaba incorporando os conhecimentos do profissional, e deixando-o mais maduro para enfrentar novos desafios.

Este, seria nosso “mundo perfeito”. Mas, qual é então nossa realidade e o porque isso acontece?

Partindo-se de várias premissas, uma das principais razões para as empresas não conseguiram preencher suas vagas, é a falta de conhecimento do profissional. Um outro ponto (e que pode ser complementar ao anteriormente apresentado), seria as instituições de ensino que possuem curso de TI, que após o boom da internet e o boom do novo milênio, começaram a aparecer como formigas, uma em cada esquina.

Estudar assuntos da área de TI no dia a dia, é algo totalmente diferente de outras milhares de áreas existentes. Digamos, por exemplo, a área médica. Claro que os avanços da tecnologia faz com os médicos sejam muito mais preparados, e procurem se atualizar em pesquisas, e etc. No entanto, a “espinha dorsal” do conhecimento é a mesma de 100 atrás. Logo, cabe a pergunta: exisita TI por acaso a 100 anos atrás? Ou até de forma mais profunda: a tecnologia de HOJE, é a mesma de ONTEM? Com certeza não, pois nesse exato momento, algum chinês, indiano ou qualquer outro garoto estrangeiro, deve estar no seu PC (ou até MAC) criando alguma coisa absurda, mas que no fim terá algum fundamento e que daqui 1 ou no máximo 2 anos irá surgir, e TODOS PROFISSIONAIS de TI deverão no mínimo, ter conhecimentos básicos.

É uma teia totalmente diferente. Nem precisamos ir mais a fundo para entendermos melhor a situação. Contudo, qual a parcela de culpa das instituições de ensino superior?

O que falta é uma forma mais adequada de preparar o estudante para o mercado de trabalho. O conhecimento técnico é extremamente importante, principalmente no início da carreira quando parte-se para o operacional (ou seja, vocë é uma máquina que faz coisas). Entretanto, se essa “máquina que pensa”, não for adequada para ocupar um posto em uma empresa onde existe a necessidade incontestável de evolução diária, o profissional irá se perder, a empresa entra em descrédito, e com isso já sabemos o fim da história.

No caso do estudante, não basta querer conhecer ao mesmo tempo milhões de coisas. O que vale, é a capacidade de se enquadrar ao mundo tecnológico, independentemente da área em que irá se atuar seja nos próximos 20 anos, ou daqui 12 meses. E para isso, é necessário determinação, cautela, e muitas vezes, quebra de barreiras ou diferenças culturais. Eis aqui, a maior parte do entrave deste relacionamento.

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No próximo post sobre este assunto, abordaremos um pouco mais o lado profissional. Qual o motivo de termos tantos profissionais mal preparados, um mercado super aquecido e um quadro evolutivo que diz que daqui alguns anos, teremos 15 mil vagas disponíveis nas empresas brasileiras de TI e Telecom.





Empresas e Profissionais de TI: Que casamento é esse?

24 07 2008

Calma Gente. Muita calma.

Sim! É conturbado, difícil, com muitas brigas e problemas sérios a serem resolvidos. Mas esse é o tipo de casamento que não pode terminar de jeito nenhum! Pois, ou a empresa vai para não sei aonde ou como diz minha amiga Heloiza, sou “realocado no mercado” (entenda como ser demitido).

Antes de apontarmos possíveis culpados nessa história, é muito importante utilizarmos da base histórica desse relacionamento e acima de tudo, conhecermos melhor cada um dos lados.

No lado como profissional, a conclusão é imediata. A área de TI tem milhares de vagas a serem preenchidas (e algumas delas com salários altíssimos), mas o que falta é a capacitação profissional. Quando tratamos de tecnologia, o conhecimento adquirido na faculdade é totalmente inválido quando você parte para o mercado de trabalho. Pois, aquela matéria que você teve no primeiro semestre simplesmente não é mais utilizada. Logo, a busca por novas informações é vital para a sobrevivência de cada profssional da área. 

Essa falta de preparação tem crescido ainda mais nos últimos anos, com a criação de cursos da área de informática em centenas de faculdades pelo país, a um custo baixíssimo (para promover a educação para todos, e o LUCRO das faculdades), mas que reflete uma realidade horrível para o profissional.

São pouquíssimas pessoas que conseguem se capacitar constantemente nas tecnologias mais atuais e principalmente, buscar novas formas inerentes a sua realidade de aprimorar conhecimentos, além de ser muito pequeno o número de estudantes que saem da faculdades preparados para trabalhar em empresas voltadas para TI e Telecom. O ritmo alucinógeno faz com que muitos estudantes, optém por áreas diferentes (como setor bancário, administrativo) já que não aguentam a carga de trabalho, a pressão, e muito menos acompanhar a evolução diariamente.

Sob o lado empresarial, a situação chega a ser de calamidade. Ao procurar profissionais no mercado para o preenchimento das vagas, é comum as seguintes situações:
1) Profissional não possui experiência
2) Profissional tem vasta experiência, mas o custo dele é altíssimo (aquém das necessidades da empresa e em muitos casos fora da realidade de mercado).

Portanto, como empresa, o que fazer?
Contratar um profissional mais barato mas que não possui experiência e arriscar o sucesso do projeto, ou investir pesadamente em recursos caros que comprometeram o custo do projeto e que também representam um risco para a empresa? (existem evidências de que quanto mais caro o profissional, maior a rotatividade dele nas empresas).

O que falta, é buscarmos soluções alternativas para esse impasse tremendo. Tanto para o lado profissional, como para o lado da empresa.

Nos próximos posts, aprofundaremos essas questões de forma mais concreta e expansiva.





Gartner prevê morte do mouse em 5 anos

20 07 2008

Do plantão INFO.

Análise do Gartner prevê que entre 3 e 5 anos os usuários de PCs não mais precisem do mouse para trabalhar.

 

O estudo do Gartner baseia-se na evolução das tecnologias que permitem dispensar o mouse.

 

A análise diz que o mouse é algo funcional e produtivo quando você usa um desktop no trabalho, mas algo desconfortável para ser usado em laptops ou em atividades de entretenimento, como usar o computador para jogar, ouvir música ou assistir vídeos.

 

A previsão é que tecnologias como o reconhecimento de gestos, telas sensíveis ao toque e reconhecimento de face e voz permitam aos usuários operar computadores sem a necessidade de mouse.

 

Alguns produtos são citados como exemplo, como a interface sensível a toque e movimentos do iPhone e o Surface, da Microsoft.

 

O Windows 7, que deve substituir o Windows Vista provavelmente a partir de 2010, também prevê operações no computador feitas por meio de toques na tela.

 

Outro equipamento citado como exemplo é o console Wii, da Nintendo, que permite interagir com a tela do game por meio de um joystick sensível a movimentos.





Recém-formados em TI estão piores a cada ano

20 07 2008

Do site COMPUTERWORLD.

Empresas reclamam da redução no padrão de formação e afirmam que precisam avaliar 20 profissionais para encontrar um que sirva para o posto.
A discussão sobre o futuro da TI no Brasil em xeque por falta de profissionais tem outro capítulo.Para os empresários e professores leitores do COMPUTERWORLD, a culpa não está nas universidades, mas nos próprios alunos que saem das faculdades cada vez piores. “Está cada vez mais difícil contratar estagiários para a área de tecnologia”, reclama o diretor de tecnologia da Radcom, Francisco Leitão. E seu colega, o administrador de empresas gaúcho João Batista Brogni, completa que a estrutura precisa ser revista, pois “hoje os estudantes saem da faculdade uns ‘meia-boca’”.
Leitão diz que, em ordem, seleciona currículos baseado nas noções que os estudantes têm na área para a qual se candidataram, depois ouve os planos de futuro dos universitários, os submete a uma pequena prova sobre os conhecimentos técnicos e, finalmente, avalia a redação.

Mas ele diz que cada vez se assusta mais com os candidatos que recebe. “São vários problemas; tem gente que tem curso de manutenção que não é capaz de reconhecer uma placa mãe”, reclama.

Além disso, o executivo conta que há também quem, depois de tudo isso, não consiga organizar suas idéias em forma de texto. “Eles cometem erros típicos de alguém que só escreve no MSN”, afirma.

Quem também seleciona baseado na capacidade de expressão escrita é o administrador Brogni. O executivo afirma que é incrível como mesmo jovens formados hoje não sabem escrever um texto ou expressar as idéias de forma lógica. “Antes selecionávamos pelo conhecimento técnico; hoje é pela redação”, conta.
Francisco Leitão garante que a sua empresa investe em treinamento, mas ressalta que quando os profissionais ficam mais qualificados acabam indo para empresas maiores. “A verdade é que há alguns anos o nível dos estagiários era muito melhor”, protesta. Leitão explica que na última seleção realizada, a companhia recebeu mais de 20 currículos, selecionou dois e só um compareceu ao trabalho.

Ione Coco, analista do Gartner para a América Latina, defende que está certo contratar profissionais pelas suas habilidades de matemática (lógica) e escrita. Mas afirma que as pessoas exigem muito dos jovens quando querem detalhes de o que elas querem em relação a seu futuro. “Hoje os jovens vêem um mundo diferente e muito mais amplo por meio da internet – não é fácil para eles saberem o que pretendem ser. Talvez fosse a vez de a área de recursos humanos mudar um pouco”, diz.

Depois de ler no COMPUTERWORLD que as faculdade facilitam as disciplinas para não perder alunos, o professor universitário Alan Carvalho, que trabalha com TI desde 1985, afirma que já ouviu colegas com uma boa definição do cenário nas universidades.
Ele propõe um raciocínio: “atualmente existem dois lados na educação superior em instituições privadas: um que deseja vender um diploma, outro que deseja comprar um diploma. E um chato no meio atrapalhando tudo. Advinhe quem é o que nessa história?”.

O professor também alerta sobre a noção confusa que os jovens têm dos cursos que decidem encarar, o que atrapalha as expectativas de mercado e do profissional. “Tem gente que acha que vai fazer Ciência da Computação para ser programador. Quando chega no primeiro semestre e tem matérias como cálculo, geometria analítica e outras disciplinas básicas, acha que o curso não prepara para o mercado”, destaca.

Segundo ele, o que cada interessado em cursar o nível superior precisa fazer é conhecer as opções de cursos antes de se inscrever na primeira faculdade que aparece. “Há opções para todos os gostos hoje”, completa.





Coniventes, empresas também são culpadas pelos maus profissionais

20 07 2008

Do site COMPUTERWORLD.

Pesquisa do Gartner afirma que a tarefa de encontrar, formar e reter talentos é a prioridade número três dos CIOs (justamente para não comprometer o futuro da TI no País). Fica atrás apenas de ‘entregar projetos para crescer o negócio’ e ‘aproximar a estratégia da TI à da empresa’.

Entretanto, a vice-presidente do programa executivo do Gartner para a América Latina, Ione de Almeida Coco, afirma que é necessário mais. “As empresas são coniventes por que o estágio deixou de ser aprendizado e é hoje substituição de mão-de-obra”, diz.

Ione Coco afirma que as empresas devem apostar em novas práticas como a contratação de pessoas com conhecimento em tecnologia, mas que não são formadas no setor. “Por que a atividade de administrador de banco de dados não pode ser exercida por um estatístico? E os artistas e designers? Eles entendem mais de Macs do que qualquer um”, exemplifica.

Segundo a analista, os gerentes de informática não estão enxergando isso. Ela afirma que muitos preferem apenas proliferar a tese de que estão faltando profissionais, do que pensar em soluções. “Um profissional uma vez reclamou que eu falo de formação no futuro, mas que isso não adianta, que ele precisa das pessoas agora! Mas se há três anos ele estava implementando uma tecnologia, sabia que precisaria de pessoas na área e não se preparou”, alerta.

O assunto tem dado pano pra manga. Nenhuma palestra que ministra sobre o tema, diz Ione, termina no horário previsto. Em sua opinião, se os alunos têm uma formação fraca no ensino médio, por que as instituições de graduação não fazem intensivos de final de ano, no estilo de uma recuperação, para acompanharem melhor as aulas? Poderiam também dar aulas complementares, como métodos para fazer apresentações, slides e para gestão e comunicação.

Além disso, há a questão da redução na busca pela profissão. Os números mostram queda de 25% nas inscrições em faculdades de TI e acreditamos que no Brasil o total seja ainda maior – aproximadamente 30%. “Os jovens acham que a profissão é repetitiva e chata e essa percepção atrapalha na ponta, na hora de as empresas contratarem”, relata.

O ponto central é que todos são coniventes. “As companhias também não são santas. Quando contratam estagiários como substituição de mão-de-obra, exigindo que passem na empresa período integral, impedem que as universidades façam cursos com o grau de exigência necessário”, pontua.

O comentário do leitor Juliano ao site do COMPUTERWORLD segue a mesma linha da analista. Ele diz que o principal fator que enfraquece a qualidade da mão-de-obra é “a super exploração das empresas”, apesar de concordar que muitos alunos e faculdades são ruins. “As organizações exigem cada vez mais e pagam cada vez menos. Está mais que claro que isso não passa de choradeira de empresários que querem arrumar um motivo para reduzir salários”, protesta.