Faculdades tecnológicas no mercado financeiro

26 08 2008

Entre os anos de 2005 e 2007, constatamos um crescimento de 10% ao ano nas faculdades particulares, principalmente as nomeadas “Faculdades Tecnológicas”, por possuírem cursos de 2 ou 3 anos no máximo e com preços bem acessíveis.

Contudo, parte desse crescimento é resultante da medida estratégica que muitas dessas faculdades tem tomado, entre elas, o investimento no mercado financeiro. Basicamente, o conceito é simples e fácil de entender: a instituição disponibiliza parte do seu valor econômico na bolsa de valores, e aguarda seus acionários comprarem essas ações para um crescimento mais rápido.

Por esse caminho podemos citar o grupo Anhangüera, que hoje possui instituições como a FAC, FAJ, Anhanguera computacional, entre outros campus universitários. Mas o ponto mais interessante e positivo, é a qualidade do ensino dessas ”Faculdades do mercado financeiro”. Na última avaliação do MEC, a nota ficou na média entre 3,0 e 3,4 (numa escala de 0 a 5), sendo que a média nacional foi de 3,0.

Logo, constata-se que parte desse trabalho evolutivo é resultante dos investimentos empregados de forma concreta e construtiva, na busca não apenas de uma maior quantidade de alunos, mas sim de uma empregabilidade sólida dos lucros e que fortalecem de forma direta a grade acadêmica dos alunos, deixando-os mais preparados para o mercado profissional.

Sob essa visão, entendemos e podemos avaliar de forma mais clara tais universidades que em um passado não muito distante, tinham total falta de confiabilidade se comparadas a grandes e tradicionais universidades privadas.

Claro que existe um caminho longo e complicado ainda a ser trilhado, mas de qualquer forma os avanços que estas faculdades tem obtido, faz com que acreditesse mais na preparação técnica dos futuros profissionais do mercado brasileiro, em especial o de TI.





Mercado de TI: profissionais em alta!

11 08 2008

Trabalho. Emprego.

Eis aqui um dos principais problemas que afetam a estrutura social brasileira. No entanto, nos últimos anos temos acompanhado um melhora gradativa neste cenário, causando uma redução no índice de desempregados.

Especificamente tratando-se da área de TI, a situação é totalmente oposta. Recentemente, o consultor de negócios empresariais Max Gehringer, publicou uma matéria sobre emprego onde apontava as 3 principais áreas para trabalhar (onde é “menos difícil”  conseguir um posto de trabalho), e entre elas estava a área de informática. Quando analisamos demonstrativos de consultorias de RH ou de empresas que trabalham com alocação de profissionais, e juntamente com dados de grandes empresas do ramo sobre o seu quadro de profissionais, a constatação é única: existe hoje um déficit muito grande de recursos no mercado brasileiro de TI, e até mesmo mundial. Ou seja, HÁ VAGAS!

Essa realidade faz com que os profissionais da área de TI sejam ,em muitas situações, extremamente caros. Logo, são profissionais muito bem remunerados mas que possuem um conhecimento acima da média para o mercado, e essecial para a sua sobrevivência e até mesmo das empresas que necessitam desses recursos para se manterem. Portanto, é comum e totalmente normal o grande número de talentos ainda jovens, que acabam saindo das empresas com menos de 1 ano (saem por melhores salários e condições), de profissionais com uma rotatividade muito grande e que já atuam a muitos anos na área, etc.

Esse cenário em contrapartida, deixa exposto pelo menos duas grandes situações:
1) Porquê as empresas de TI “caçam” tanto esses profissionais?
2) Qual a real necessidade de um profissional ter uma rotatividade tão grande?

A primeira situação faz com que pensemos de imediato no mérito educacional, além do nível de experiência. Quanto melhor for o currículo do candidato e mais vasta a sua experiência, melhores serão suas chances. Obviamente, diferenciais extremamente importantes valem (e muito) nessas horas. No geral, os profissionais “caçados” são aqueles que sempre estão um passo a frente na busca pelo conhecimento. Claro que essa comparaçào serve para todas as áreas (biológica, humana ou exatas), mas tratando-se de um ramo em que a cada 2 meses vocë encontra sempre algo em super evidência, essa realidade é muito mais forte.

Essa busca incessante das empresas por profissionais tão bem qualificados, acaba gerando nossa segunda situação, que trata especificamente da rotatividade. Entre os principais problemas que podemos apontar para uma rotatividade tão grande, temos:

  • Falta de liderança
  • Salários não compatíveis
  • Estrutura básica
  • Plano de carreira
  • Projeto em um estado final ou ociosidade

Percebemos que o salário não é o fator principal, mas sim em muitas empresas os profissionais acabam saindo por quê as pessoas que compõem a estrutura de liderança, não são bem vistas no decorrer do projeto. Isso gera descontentamento, queda da produtividade e que pode ocasionar na necessidade do recurso ir em busca de novas oportunidades. E com certeza, não demorará para encontrar um novo trabalho.

Juntamente com esses fatores, o mercado brasileiro está em forte expansão. Atualmente, temos milhares de empresas nacionais de pequeno, médio e grande porte instaladas em grandes regiões metropolitanas, além é claro das gigantes do setor (IBM é o exemplo mais acessível). A região de Campinas é considerada um dos maiores e principais pólos de TI do Brasil (perde apenas para a Grande São Paulo). Nesta região, você encontra as seguintes empresas: IBM, Motorola, Dell, Compaq, CPqD, Eldorado, C&IT, além de uma infinidade de consultorias (nacionais e estrangeiras) que alocam seus profissionais para dentro dessas empresas bem como uma infinidade de outras companhias da área de TI ou líderes de seus segmentos (Goodyear, Honda, 3M, etc).

Estimativas dizem que a IBM deve crescer em torno de 20% no ano de 2008 para a unidade que fica em Hortolândia. Essa expansão em larga escala não é apenas privilégio da IBM, mas de milhares empresas de TI que vem crescendo ano a ano de forma concreta e aumentando seu quadro de clientes, pois a necessidade é clara e nenhuma delas pode ou quer perder tempo em novos espaços.

Contudo, é imprescindível que as empresas se preparem não somente para receberem seus novos profissionais, aumentarem seus lucros e sua expansão no mercado. Elas devem efetuar de maneira essencial formas para ganhar a confiança e a satisfação de seus funcionários, pois a rotatividade faz com que a empresa tenha um custo muito alto na contratação e preparação de novos profissionais (esse custochegar a R$ 12.000,00 dependendo do cargo, e factível para 4 semanas de trabalho até que a produtividade seja eficiente).

Com essa medida sendo adotada, teremos uma redução muito grande na rotatividaede dos profissionais, e os mesmos serão muito bem adequados na nova estrutura de carreira e crescimento profissional.

——————-

No nosso próximo encontro, abordaremos a temática empresarial. Porquê as empresas tem tantos problemas com seus funcionários? Quem é o culpado nessa história?





Prepare-se para liderar a nova geração de profissionais

7 08 2008

Ione Coco, vice-presidente do Gartner para AL, aponta as principais mudanças trazidas pelos nativos digitais e ensina os caminhos para quem terá de liderá-los.

A entrada da chamada geração Y (ou geração de “nativos digitais”) no mercado de trabalho vai provocar mudanças na forma como as empresas se relacionam com fornecedores, consumidores e funcionários.

Ione Coco, vice-presidente do Gartner para a América Latina, ressaltou, em palestra no Festival de Tecnologia de Petrópolis, que em dez anos os nativos digitais ocuparão postos de liderança nas empresas e, então, terão poder de decisão sobre as práticas empresariais. “A empresa deixará de ser ativa e passará a ser interativa”, disse Ione.

Na visão do Gartner, até 2015, as pessoas gastarão 80% de seu tempo trabalhando em colaboração (leia previsão até 2012). E essa é uma das fortes características dos nativos digitais que não vêm sendo atendidas pelas corporações. “Será que não estamos castrando esses jovens que chegam com vontade de inovar?”, provoca Ione.

Algumas empresas parecem já ter percebido o problema. “A empresa tem muita gente nova. Cerca de 40% do pessoal é recém-contratado e essa turma demanda internamente o que está acostumado a usar em casa, mas encontra um ambiente conservador. Porém, o mercado já acordou e estamos começando a olhar para isso [ferramentas de web 2.0]“, conta Marcelo Estellita, gerente de TI da Petrobras.

Para Ione, um dos fatores que levam à carência de mão-de-obra na área de tecnologia é que os jovens desistem dos cursos superiores na metade da graduação porque acham que há matemática demais.

Na maior parte das empresas, a situação “engessada” continua, especialmente nos aspectos gerenciais. “Quem mais tem de mudar para se adaptar a essa nova realidade é o RH. Essa geração quer que suas idéias sejam ouvidas e valorizadas”, ressalta Ione, lembrando que os integrantes da geração Y não acreditam em comunicação “top-down” e não respeitam autoritarismo. “Para ser um líder de longo prazo, você precisa interagir com sua equipe e fazer com que eles o admirem”, finaliza.





Como é o novo profissional de tecnologia da informação

31 07 2008

Cada vez mais, as habilidades de comunicação e o conhecimento geral, não apenas técnico, ganham importância para as empresas da área no momento da seleção.

Do COMPUTERWORLD
A quantidade de vagas disponíveis no mercado de Tecnologia da Informação é invejável (veja o que dificulta o preenchimento desses postos). Segundo a consultoria IDC, de 2006 a 2009 serão gerados na América Latina mais de 600 mil empregos. Quase metade deles no Brasil.

Ou seja, não está muito difícil trabalhar para quem é da área. De qualquer forma, os profissionais devem ficar atentos a algumas qualificações exigidas pelas empresas. Atender ou não a essas demandas pode ser o elo perdido entre o emprego dos sonhos e a dura realidade dos trabalhos burocráticos.

Preencher os requisitos, na verdade, começa com questões mais simples do que se pode imaginar. “O primeiro ponto a ser destacado é a fluência em inglês”, afirma Ricardo Basaglia, gerente da divisão de TI da Michael Page, consultoria de recursos humanos.

“Não é difícil encontrar profissionais que se preocupam antes em ter um MBA do que uma segunda língua”, alerta Basaglia. Não que ter um bom currículo acadêmico não seja importante, mas, de acordo com o gerente, o inglês hoje é obrigatório. Já o MBA, ainda representa um diferencial no mercado.

Nas contas do executivo, o salário de um profissional, no mesmo cargo, com inglês fluente varia entre 20% a 30% positivamente em comparação com outro que apenas fale português. Um dos motivos para isso, segundo Basaglia, está no crescimento do mercado de offshore no Brasil, principalmente com a chegada de diversas empresas indianas.

Partindo do fato que o profissional já tem uma segunda língua, em uma seleção sai na frente o que consegue aliar boa formação com experiência. Isso significa ser um profissional certificado na área em que trabalha. Ter um vasto conhecimento técnico adquirido em cursos diversos não é ruim, mas o ideal é escolher uma área específica para buscar projetos e novos desafios.

“Os cursos são uma boa porta de entrada para o mercado e as certificações estão se tornando uma exigência, mas precisam vir acompanhadas de experiência”, destaca Basaglia. Para o gerente, participar de comunidades e fóruns na Internet é outro ponto a ser destacado. “As empresas sempre estão olhando para os profissionais que mais participam e compartilham conhecimentos e experiências”, relata.

Ricardo Bevilacqua, diretor da Robert Half, empresa de recrutamento executivo, afirma que, para se destacar da multidão, o profissional precisa não só falar inglês, como ler e escrever. “As certificações são importantíssimas, com experiência comprovada”, diz Bevilacqua.

Conhecimentos gerais
Ao participar de um processo de seleção, o postulante a uma vaga passa por diversas avaliações. Na análise, apesar de se tratar de uma profissão técnica, o conhecimento do profissional em tecnologia pode acabar não tendo o maior peso. As habilidades de comunicação e a capacidade de trabalhar em equipe estão, no mercado atual, cada vez mais valorizadas.

“Existem muitas empresas que têm uma cultura organizacional extremamente forte. Ter afinidade com essa cultura é mais importante do que o conhecimento técnico”, destaca Francine Mazzafero Graci, diretora da Fesa, empresa especializada em recrutamento executivo. “Toda companhia procura profissionais maduros, que saibam delegar e tenham formas de controle do trabalho claras”, diz Francine.

Jairo Okret, sócio-diretor da Korn/Ferry, especializada em Recursos Humanos, explica que a avaliação de um profissional ocorre em três etapas. A primeira é a análise técnica, na qual o objetivo é saber se o candidato possui experiência e o conhecimento necessário para exercer a função. Na segunda etapa, é feita uma avaliação comportamental. Nesse momento, o que conta é a capacidade de liderança, de trabalhar em equipe e, principalmente, na opinião de Okret, compostura. Na última fase, são checadas as referências do profissional.

Basaglia chama atenção para o fato de, cada vez mais, o profissional técnico precisar conhecer negócios. Isso ocorre por conta da importância estratégica que o setor de TI vem ganhando dentro das corporações. “A habilidade de comunicação é muito importante. O profissional precisa saber adequar a linguagem técnica para a de negócios. O cliente ou usuário deve entender o que se está falando”, determina o executivo.

Quem já está no mercado também tem percebido essas mudanças. Marcelo Thalenberg, profissional da área de consultoria em São Paulo e participante da CW Connect, alerta em discussão na rede social que o problema com a mão-de-obra em TI é mais humano do que relacionado à parte técnica. Segundo ele, o conhecimento técnico representa só 20% do resultado final e os outros 80% são habilidades de como liderar as pessoas. Para Basaglia, a relação entre a importância do conhecimento técnico e do conhecimento de negócios já está em 50%.

Outro participante da rede social criada pelo COMPUTERWORLD, Ricardo Fernando Santos de Almeida, conta que quando sua empresa percebeu que os processos dependiam da TI, as carreiras que eram vistas por um viés técnico passaram a exigir competências de gestão do profissional. “Acredito que hoje a carreira de TI exige um porcentual quase igual de ciências humanas e técnicas para seguir o caminho certo do mercado”, defende.

O que vale mais na hora da entrevista
- inglês fluente;
- conhecimento em áreas específicas;
- experiência na área desejada;
- participação em redes sociais;
- habilidades de comunicação;
- saber trabalhar em equipe;
- conhecimento de negócios.

Comentário:
Mais um tópico para apimentar ainda mais nossa discussão sobre profissionais, empresas e carreira. Próximo post, abordaremos novamente as questões referentes aos profissionais.





O profissional de TI

27 07 2008

Dando continuidade ao nosso tema sobre “O casamento entre empresas e profissionais de TI”, tentaremos hoje identificar quem é o profissional de TI atual, quais são seus principais pontos fortes e falhas, que acabam atrapalhando ainda mais esse tão conturbado relacionamento.

Basicamente, podemos classificar o profissional de acordo com as 3 formas a seguir:
O Pré-histórico
O contemporâneo
O moderno

Antes de investigarmos cada um destes perfis mais a fundo, podemos perguntar: qual destes possui mais sucesso e garantias de trabalho? Resposta: todos eles, e nenhum deles (ao mesmo tempo).

O pré-histórico, seriam os profissionais enquadrados em tecnologias antigas (como nosso querido Cobol), ou que já possuem mais de 30 anos na área de “computação”. São profissionais extremamente caros e muito bem valorizados pelos seus conhecimentos em alta plataforma, e com uma necessidade fundamental de atuação nas grandes empresas, principalmente do setor bancário ou que trabalham diretamente com o mainframe.

Já o perfil de profissionais contemporâneos, é onde encontramos a maior quantidade. Atuantes em diversas tecnologias de mercado (java, .NET, SAP, etc), possuem bons conhecimentos gerais (principalmente em baixa plataforma), em banco de dados (seja Oracle, DB2, etc), UML e mais uma infinidade de conteúdos necessários para atuar em TI. Ocupam principalmente, as cadeiras das fábricas de software ou dos níveis de outsourcing.

O profissional moderno, é raríssimo de ser encontrado. Ele possui todas características do pré-histórico + contemporâneo, mas também tem visão de mercado. Ou seja, ele sabe exatamente o que precisa fazer para melhorar sua carreira, onde e como ele pode trazer isso para seu currículo e melhorar a estratégia da empresa (nesse caso, ambos saem ganhando). Geralmente, são pessoas que terão muito sucesso a ponto de ocuparem grandes cargos gerenciais ou na diretoria de grandes empresas.

Se temos 3 perfis, e cada um basicamente sabe o que deve fazer, porque mesmo assim podemos dizer que não há garantias de scuesso?

Tudo isso depende basicamente de como estruturar sua carreira, absorver os melhores conhecimentos nas melhores instituições e nos momentos exatos, antes mesmo que o mercado exija que você tenha. Obviamente, não estou dizendo que as universidades garantem todo o tipo de conhecimento necessário. Muito pelo contrário!

A visão empregada na grade curricular universitária, ela é apenas uma amostra do que realmente existe no mundo empresarial, e também serve de preparação para que o profissional escolha uma rota a ser seguida. Não existe possibilidade alguma, de um desenvolver Java conhecer todas as informações sobre essa tecnologia, e ao mesmo tempo ser um expert em Cobol, Mainframe, Altamira, DB2 e UML. É algo absurdo na questão tempo, e também em fatores culturais.

Primeiro que, na maioria dos casos o estudante já sai da faculdade visualizando uma carreira, construindo seus pilares iniciais. Mas isso pode ser péssimo para o mesmo, caso ele não seja cauteloso e visualize melhor as oportunidades existentes, pois tentativas fracassadas podem gerar descontentamento e concretizar uma falta de esperança onde não razão para existir.

O que realmente deve ser feito, é observar as tendências e dentro da própria, acompanhar suas metodologias, processos e formas de trabalho e, ao longo do tempo, começar a edificar a base da carreira. Muitas vezes, é necessário atuar em uma área expecífica da qual não se sinta a vontade. Porém, este é um “mal-positivo”‘, pois acaba incorporando os conhecimentos do profissional, e deixando-o mais maduro para enfrentar novos desafios.

Este, seria nosso “mundo perfeito”. Mas, qual é então nossa realidade e o porque isso acontece?

Partindo-se de várias premissas, uma das principais razões para as empresas não conseguiram preencher suas vagas, é a falta de conhecimento do profissional. Um outro ponto (e que pode ser complementar ao anteriormente apresentado), seria as instituições de ensino que possuem curso de TI, que após o boom da internet e o boom do novo milênio, começaram a aparecer como formigas, uma em cada esquina.

Estudar assuntos da área de TI no dia a dia, é algo totalmente diferente de outras milhares de áreas existentes. Digamos, por exemplo, a área médica. Claro que os avanços da tecnologia faz com os médicos sejam muito mais preparados, e procurem se atualizar em pesquisas, e etc. No entanto, a “espinha dorsal” do conhecimento é a mesma de 100 atrás. Logo, cabe a pergunta: exisita TI por acaso a 100 anos atrás? Ou até de forma mais profunda: a tecnologia de HOJE, é a mesma de ONTEM? Com certeza não, pois nesse exato momento, algum chinês, indiano ou qualquer outro garoto estrangeiro, deve estar no seu PC (ou até MAC) criando alguma coisa absurda, mas que no fim terá algum fundamento e que daqui 1 ou no máximo 2 anos irá surgir, e TODOS PROFISSIONAIS de TI deverão no mínimo, ter conhecimentos básicos.

É uma teia totalmente diferente. Nem precisamos ir mais a fundo para entendermos melhor a situação. Contudo, qual a parcela de culpa das instituições de ensino superior?

O que falta é uma forma mais adequada de preparar o estudante para o mercado de trabalho. O conhecimento técnico é extremamente importante, principalmente no início da carreira quando parte-se para o operacional (ou seja, vocë é uma máquina que faz coisas). Entretanto, se essa “máquina que pensa”, não for adequada para ocupar um posto em uma empresa onde existe a necessidade incontestável de evolução diária, o profissional irá se perder, a empresa entra em descrédito, e com isso já sabemos o fim da história.

No caso do estudante, não basta querer conhecer ao mesmo tempo milhões de coisas. O que vale, é a capacidade de se enquadrar ao mundo tecnológico, independentemente da área em que irá se atuar seja nos próximos 20 anos, ou daqui 12 meses. E para isso, é necessário determinação, cautela, e muitas vezes, quebra de barreiras ou diferenças culturais. Eis aqui, a maior parte do entrave deste relacionamento.

——————–

No próximo post sobre este assunto, abordaremos um pouco mais o lado profissional. Qual o motivo de termos tantos profissionais mal preparados, um mercado super aquecido e um quadro evolutivo que diz que daqui alguns anos, teremos 15 mil vagas disponíveis nas empresas brasileiras de TI e Telecom.





Empresas e Profissionais de TI: Que casamento é esse?

24 07 2008

Calma Gente. Muita calma.

Sim! É conturbado, difícil, com muitas brigas e problemas sérios a serem resolvidos. Mas esse é o tipo de casamento que não pode terminar de jeito nenhum! Pois, ou a empresa vai para não sei aonde ou como diz minha amiga Heloiza, sou “realocado no mercado” (entenda como ser demitido).

Antes de apontarmos possíveis culpados nessa história, é muito importante utilizarmos da base histórica desse relacionamento e acima de tudo, conhecermos melhor cada um dos lados.

No lado como profissional, a conclusão é imediata. A área de TI tem milhares de vagas a serem preenchidas (e algumas delas com salários altíssimos), mas o que falta é a capacitação profissional. Quando tratamos de tecnologia, o conhecimento adquirido na faculdade é totalmente inválido quando você parte para o mercado de trabalho. Pois, aquela matéria que você teve no primeiro semestre simplesmente não é mais utilizada. Logo, a busca por novas informações é vital para a sobrevivência de cada profssional da área. 

Essa falta de preparação tem crescido ainda mais nos últimos anos, com a criação de cursos da área de informática em centenas de faculdades pelo país, a um custo baixíssimo (para promover a educação para todos, e o LUCRO das faculdades), mas que reflete uma realidade horrível para o profissional.

São pouquíssimas pessoas que conseguem se capacitar constantemente nas tecnologias mais atuais e principalmente, buscar novas formas inerentes a sua realidade de aprimorar conhecimentos, além de ser muito pequeno o número de estudantes que saem da faculdades preparados para trabalhar em empresas voltadas para TI e Telecom. O ritmo alucinógeno faz com que muitos estudantes, optém por áreas diferentes (como setor bancário, administrativo) já que não aguentam a carga de trabalho, a pressão, e muito menos acompanhar a evolução diariamente.

Sob o lado empresarial, a situação chega a ser de calamidade. Ao procurar profissionais no mercado para o preenchimento das vagas, é comum as seguintes situações:
1) Profissional não possui experiência
2) Profissional tem vasta experiência, mas o custo dele é altíssimo (aquém das necessidades da empresa e em muitos casos fora da realidade de mercado).

Portanto, como empresa, o que fazer?
Contratar um profissional mais barato mas que não possui experiência e arriscar o sucesso do projeto, ou investir pesadamente em recursos caros que comprometeram o custo do projeto e que também representam um risco para a empresa? (existem evidências de que quanto mais caro o profissional, maior a rotatividade dele nas empresas).

O que falta, é buscarmos soluções alternativas para esse impasse tremendo. Tanto para o lado profissional, como para o lado da empresa.

Nos próximos posts, aprofundaremos essas questões de forma mais concreta e expansiva.





Empregos de TI à prova de recessão

20 07 2008

Da INFOEXAME.

A empresa de recrutamento online JobFox.com listou 20 empregos à prova de recessão, que ronda a economia mundial.

 

O engenheiro de software é o segundo profissional mais procurado e resistente à crise, segundo o JobFox, que o cita como uma das funções que terá o maior crescimento de demanda até 2016. Seis funções específicas de TI estão entre os Top 20.

O programador está atrás apenas do executivo de vendas e de desenvolvimento de negócios (para qualquer tipo de empresas), função que lidera o ranking que considera a demanda de profissionais e a manutenção dessa procura ao longo dos últimos oito meses (novembro de 2007 a julho de 2008).

 

Outros empregos relacionados a TI estão no “top 20” do ranking: administrador de redes, em 6° lugar, cujo número de profissionais no mercado é inferior à demanda; analista de implementação de software em empresas, em 8°; gerente de projetos (incluindo TI), 11°; administrador de bancos de dados, 14°, com mais demanda conforme o profissional é mais experiente; executivo de tecnologia, 16°, com perspectivas ainda melhores para aqueles que se especializam em tecnologia móvel e web 2.0.

 

Confira a seguir a lista completa do Top 20:

1° – Executivo de vendas e desenvolvimento de negócios

2° – Engenheiro/projetista de software

3° – Enfermeiros

4° – Executivos de finanças e contabilidade

5° – Contadores

6° – Administrador de redes e sistemas

7° – Assistentes administrativos

8° – Analistas de implementação de software em empresas

9° – Analistas de pesquisas em negócios

10° – Profissionais de finanças

11° – Gerentes de projetos

12° – Especialistas em testes e controle de qualidade

13° – Gerentes de produtos

14° – Administradores de bancos de dados

15° – Gerentes de contas e atendimento a clientes

16° – Executivo de tecnologia

17° – Engenheiro elétrico

18° – Executivo de vendas

19° – Engenheiro mecânico

20° – Gerente de contratos com a área governamental

Comentário:
Ainda bem que me encontro no posto de número 12. Me sinto um pouco mais, “garantido”.