Faculdades tecnológicas no mercado financeiro

26 08 2008

Entre os anos de 2005 e 2007, constatamos um crescimento de 10% ao ano nas faculdades particulares, principalmente as nomeadas “Faculdades Tecnológicas”, por possuírem cursos de 2 ou 3 anos no máximo e com preços bem acessíveis.

Contudo, parte desse crescimento é resultante da medida estratégica que muitas dessas faculdades tem tomado, entre elas, o investimento no mercado financeiro. Basicamente, o conceito é simples e fácil de entender: a instituição disponibiliza parte do seu valor econômico na bolsa de valores, e aguarda seus acionários comprarem essas ações para um crescimento mais rápido.

Por esse caminho podemos citar o grupo Anhangüera, que hoje possui instituições como a FAC, FAJ, Anhanguera computacional, entre outros campus universitários. Mas o ponto mais interessante e positivo, é a qualidade do ensino dessas ”Faculdades do mercado financeiro”. Na última avaliação do MEC, a nota ficou na média entre 3,0 e 3,4 (numa escala de 0 a 5), sendo que a média nacional foi de 3,0.

Logo, constata-se que parte desse trabalho evolutivo é resultante dos investimentos empregados de forma concreta e construtiva, na busca não apenas de uma maior quantidade de alunos, mas sim de uma empregabilidade sólida dos lucros e que fortalecem de forma direta a grade acadêmica dos alunos, deixando-os mais preparados para o mercado profissional.

Sob essa visão, entendemos e podemos avaliar de forma mais clara tais universidades que em um passado não muito distante, tinham total falta de confiabilidade se comparadas a grandes e tradicionais universidades privadas.

Claro que existe um caminho longo e complicado ainda a ser trilhado, mas de qualquer forma os avanços que estas faculdades tem obtido, faz com que acreditesse mais na preparação técnica dos futuros profissionais do mercado brasileiro, em especial o de TI.





América Latina é a região que mais cresce em terceirização, diz Gartner

18 08 2008

Do ComputerWorld

Ainda representando um pedaço pequeno em comparação com EUA, região terá a maior alta anual até 2012: 16,3%.

A América Latina é a região que vai crescer mais em terceirização de TI no mundo. De acordo com o Gartner, que revisou seus números em junho passado, a região terá alta de 16,3% ao ano, saltando de 24,9 bilhões de dólares em 2008 para 44,9 bilhões de dólares em 2012. Esses números não incluem os serviços de Telecom.

A outra região que terá o crescimento em taxas próximas é Ásia-Pacífico, com 9,5% ao ano. No entanto, a base de faturamento dessa geografia é maior, saindo de 39 bilhões de dólares em 2008 para 57 bilhões de dólares em 2012.

Os Estados Unidos, mesmo passando pela pior crise dos últimos cinco anos, ainda representam o maior mercado de terceirização de TI no mundo.  O país terá alta de 7,2% ao ano, defende o instituto, saltando de 260 bilhões de dólares em 2008 para 345 bilhões de dólares em 2012. CIOs tentam se prevenir contra a crise nos EUA.
“Vejo a América Latina, especialmente o Brasil, em boas condições prestar serviços em setores como cloud computing e utility computing. Vários clientes nos EUA buscam alternativas à Índia e o Brasil é uma boa opção”, disse Richard Matlus, analista do Gartner, durante evento de terceirização do instituto.





Mercado de TI: profissionais em alta!

11 08 2008

Trabalho. Emprego.

Eis aqui um dos principais problemas que afetam a estrutura social brasileira. No entanto, nos últimos anos temos acompanhado um melhora gradativa neste cenário, causando uma redução no índice de desempregados.

Especificamente tratando-se da área de TI, a situação é totalmente oposta. Recentemente, o consultor de negócios empresariais Max Gehringer, publicou uma matéria sobre emprego onde apontava as 3 principais áreas para trabalhar (onde é “menos difícil”  conseguir um posto de trabalho), e entre elas estava a área de informática. Quando analisamos demonstrativos de consultorias de RH ou de empresas que trabalham com alocação de profissionais, e juntamente com dados de grandes empresas do ramo sobre o seu quadro de profissionais, a constatação é única: existe hoje um déficit muito grande de recursos no mercado brasileiro de TI, e até mesmo mundial. Ou seja, HÁ VAGAS!

Essa realidade faz com que os profissionais da área de TI sejam ,em muitas situações, extremamente caros. Logo, são profissionais muito bem remunerados mas que possuem um conhecimento acima da média para o mercado, e essecial para a sua sobrevivência e até mesmo das empresas que necessitam desses recursos para se manterem. Portanto, é comum e totalmente normal o grande número de talentos ainda jovens, que acabam saindo das empresas com menos de 1 ano (saem por melhores salários e condições), de profissionais com uma rotatividade muito grande e que já atuam a muitos anos na área, etc.

Esse cenário em contrapartida, deixa exposto pelo menos duas grandes situações:
1) Porquê as empresas de TI “caçam” tanto esses profissionais?
2) Qual a real necessidade de um profissional ter uma rotatividade tão grande?

A primeira situação faz com que pensemos de imediato no mérito educacional, além do nível de experiência. Quanto melhor for o currículo do candidato e mais vasta a sua experiência, melhores serão suas chances. Obviamente, diferenciais extremamente importantes valem (e muito) nessas horas. No geral, os profissionais “caçados” são aqueles que sempre estão um passo a frente na busca pelo conhecimento. Claro que essa comparaçào serve para todas as áreas (biológica, humana ou exatas), mas tratando-se de um ramo em que a cada 2 meses vocë encontra sempre algo em super evidência, essa realidade é muito mais forte.

Essa busca incessante das empresas por profissionais tão bem qualificados, acaba gerando nossa segunda situação, que trata especificamente da rotatividade. Entre os principais problemas que podemos apontar para uma rotatividade tão grande, temos:

  • Falta de liderança
  • Salários não compatíveis
  • Estrutura básica
  • Plano de carreira
  • Projeto em um estado final ou ociosidade

Percebemos que o salário não é o fator principal, mas sim em muitas empresas os profissionais acabam saindo por quê as pessoas que compõem a estrutura de liderança, não são bem vistas no decorrer do projeto. Isso gera descontentamento, queda da produtividade e que pode ocasionar na necessidade do recurso ir em busca de novas oportunidades. E com certeza, não demorará para encontrar um novo trabalho.

Juntamente com esses fatores, o mercado brasileiro está em forte expansão. Atualmente, temos milhares de empresas nacionais de pequeno, médio e grande porte instaladas em grandes regiões metropolitanas, além é claro das gigantes do setor (IBM é o exemplo mais acessível). A região de Campinas é considerada um dos maiores e principais pólos de TI do Brasil (perde apenas para a Grande São Paulo). Nesta região, você encontra as seguintes empresas: IBM, Motorola, Dell, Compaq, CPqD, Eldorado, C&IT, além de uma infinidade de consultorias (nacionais e estrangeiras) que alocam seus profissionais para dentro dessas empresas bem como uma infinidade de outras companhias da área de TI ou líderes de seus segmentos (Goodyear, Honda, 3M, etc).

Estimativas dizem que a IBM deve crescer em torno de 20% no ano de 2008 para a unidade que fica em Hortolândia. Essa expansão em larga escala não é apenas privilégio da IBM, mas de milhares empresas de TI que vem crescendo ano a ano de forma concreta e aumentando seu quadro de clientes, pois a necessidade é clara e nenhuma delas pode ou quer perder tempo em novos espaços.

Contudo, é imprescindível que as empresas se preparem não somente para receberem seus novos profissionais, aumentarem seus lucros e sua expansão no mercado. Elas devem efetuar de maneira essencial formas para ganhar a confiança e a satisfação de seus funcionários, pois a rotatividade faz com que a empresa tenha um custo muito alto na contratação e preparação de novos profissionais (esse custochegar a R$ 12.000,00 dependendo do cargo, e factível para 4 semanas de trabalho até que a produtividade seja eficiente).

Com essa medida sendo adotada, teremos uma redução muito grande na rotatividaede dos profissionais, e os mesmos serão muito bem adequados na nova estrutura de carreira e crescimento profissional.

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No nosso próximo encontro, abordaremos a temática empresarial. Porquê as empresas tem tantos problemas com seus funcionários? Quem é o culpado nessa história?





Prepare-se para liderar a nova geração de profissionais

7 08 2008

Ione Coco, vice-presidente do Gartner para AL, aponta as principais mudanças trazidas pelos nativos digitais e ensina os caminhos para quem terá de liderá-los.

A entrada da chamada geração Y (ou geração de “nativos digitais”) no mercado de trabalho vai provocar mudanças na forma como as empresas se relacionam com fornecedores, consumidores e funcionários.

Ione Coco, vice-presidente do Gartner para a América Latina, ressaltou, em palestra no Festival de Tecnologia de Petrópolis, que em dez anos os nativos digitais ocuparão postos de liderança nas empresas e, então, terão poder de decisão sobre as práticas empresariais. “A empresa deixará de ser ativa e passará a ser interativa”, disse Ione.

Na visão do Gartner, até 2015, as pessoas gastarão 80% de seu tempo trabalhando em colaboração (leia previsão até 2012). E essa é uma das fortes características dos nativos digitais que não vêm sendo atendidas pelas corporações. “Será que não estamos castrando esses jovens que chegam com vontade de inovar?”, provoca Ione.

Algumas empresas parecem já ter percebido o problema. “A empresa tem muita gente nova. Cerca de 40% do pessoal é recém-contratado e essa turma demanda internamente o que está acostumado a usar em casa, mas encontra um ambiente conservador. Porém, o mercado já acordou e estamos começando a olhar para isso [ferramentas de web 2.0]“, conta Marcelo Estellita, gerente de TI da Petrobras.

Para Ione, um dos fatores que levam à carência de mão-de-obra na área de tecnologia é que os jovens desistem dos cursos superiores na metade da graduação porque acham que há matemática demais.

Na maior parte das empresas, a situação “engessada” continua, especialmente nos aspectos gerenciais. “Quem mais tem de mudar para se adaptar a essa nova realidade é o RH. Essa geração quer que suas idéias sejam ouvidas e valorizadas”, ressalta Ione, lembrando que os integrantes da geração Y não acreditam em comunicação “top-down” e não respeitam autoritarismo. “Para ser um líder de longo prazo, você precisa interagir com sua equipe e fazer com que eles o admirem”, finaliza.