Como é o novo profissional de tecnologia da informação

31 07 2008

Cada vez mais, as habilidades de comunicação e o conhecimento geral, não apenas técnico, ganham importância para as empresas da área no momento da seleção.

Do COMPUTERWORLD
A quantidade de vagas disponíveis no mercado de Tecnologia da Informação é invejável (veja o que dificulta o preenchimento desses postos). Segundo a consultoria IDC, de 2006 a 2009 serão gerados na América Latina mais de 600 mil empregos. Quase metade deles no Brasil.

Ou seja, não está muito difícil trabalhar para quem é da área. De qualquer forma, os profissionais devem ficar atentos a algumas qualificações exigidas pelas empresas. Atender ou não a essas demandas pode ser o elo perdido entre o emprego dos sonhos e a dura realidade dos trabalhos burocráticos.

Preencher os requisitos, na verdade, começa com questões mais simples do que se pode imaginar. “O primeiro ponto a ser destacado é a fluência em inglês”, afirma Ricardo Basaglia, gerente da divisão de TI da Michael Page, consultoria de recursos humanos.

“Não é difícil encontrar profissionais que se preocupam antes em ter um MBA do que uma segunda língua”, alerta Basaglia. Não que ter um bom currículo acadêmico não seja importante, mas, de acordo com o gerente, o inglês hoje é obrigatório. Já o MBA, ainda representa um diferencial no mercado.

Nas contas do executivo, o salário de um profissional, no mesmo cargo, com inglês fluente varia entre 20% a 30% positivamente em comparação com outro que apenas fale português. Um dos motivos para isso, segundo Basaglia, está no crescimento do mercado de offshore no Brasil, principalmente com a chegada de diversas empresas indianas.

Partindo do fato que o profissional já tem uma segunda língua, em uma seleção sai na frente o que consegue aliar boa formação com experiência. Isso significa ser um profissional certificado na área em que trabalha. Ter um vasto conhecimento técnico adquirido em cursos diversos não é ruim, mas o ideal é escolher uma área específica para buscar projetos e novos desafios.

“Os cursos são uma boa porta de entrada para o mercado e as certificações estão se tornando uma exigência, mas precisam vir acompanhadas de experiência”, destaca Basaglia. Para o gerente, participar de comunidades e fóruns na Internet é outro ponto a ser destacado. “As empresas sempre estão olhando para os profissionais que mais participam e compartilham conhecimentos e experiências”, relata.

Ricardo Bevilacqua, diretor da Robert Half, empresa de recrutamento executivo, afirma que, para se destacar da multidão, o profissional precisa não só falar inglês, como ler e escrever. “As certificações são importantíssimas, com experiência comprovada”, diz Bevilacqua.

Conhecimentos gerais
Ao participar de um processo de seleção, o postulante a uma vaga passa por diversas avaliações. Na análise, apesar de se tratar de uma profissão técnica, o conhecimento do profissional em tecnologia pode acabar não tendo o maior peso. As habilidades de comunicação e a capacidade de trabalhar em equipe estão, no mercado atual, cada vez mais valorizadas.

“Existem muitas empresas que têm uma cultura organizacional extremamente forte. Ter afinidade com essa cultura é mais importante do que o conhecimento técnico”, destaca Francine Mazzafero Graci, diretora da Fesa, empresa especializada em recrutamento executivo. “Toda companhia procura profissionais maduros, que saibam delegar e tenham formas de controle do trabalho claras”, diz Francine.

Jairo Okret, sócio-diretor da Korn/Ferry, especializada em Recursos Humanos, explica que a avaliação de um profissional ocorre em três etapas. A primeira é a análise técnica, na qual o objetivo é saber se o candidato possui experiência e o conhecimento necessário para exercer a função. Na segunda etapa, é feita uma avaliação comportamental. Nesse momento, o que conta é a capacidade de liderança, de trabalhar em equipe e, principalmente, na opinião de Okret, compostura. Na última fase, são checadas as referências do profissional.

Basaglia chama atenção para o fato de, cada vez mais, o profissional técnico precisar conhecer negócios. Isso ocorre por conta da importância estratégica que o setor de TI vem ganhando dentro das corporações. “A habilidade de comunicação é muito importante. O profissional precisa saber adequar a linguagem técnica para a de negócios. O cliente ou usuário deve entender o que se está falando”, determina o executivo.

Quem já está no mercado também tem percebido essas mudanças. Marcelo Thalenberg, profissional da área de consultoria em São Paulo e participante da CW Connect, alerta em discussão na rede social que o problema com a mão-de-obra em TI é mais humano do que relacionado à parte técnica. Segundo ele, o conhecimento técnico representa só 20% do resultado final e os outros 80% são habilidades de como liderar as pessoas. Para Basaglia, a relação entre a importância do conhecimento técnico e do conhecimento de negócios já está em 50%.

Outro participante da rede social criada pelo COMPUTERWORLD, Ricardo Fernando Santos de Almeida, conta que quando sua empresa percebeu que os processos dependiam da TI, as carreiras que eram vistas por um viés técnico passaram a exigir competências de gestão do profissional. “Acredito que hoje a carreira de TI exige um porcentual quase igual de ciências humanas e técnicas para seguir o caminho certo do mercado”, defende.

O que vale mais na hora da entrevista
- inglês fluente;
- conhecimento em áreas específicas;
- experiência na área desejada;
- participação em redes sociais;
- habilidades de comunicação;
- saber trabalhar em equipe;
- conhecimento de negócios.

Comentário:
Mais um tópico para apimentar ainda mais nossa discussão sobre profissionais, empresas e carreira. Próximo post, abordaremos novamente as questões referentes aos profissionais.





Mercado global de serviços de TI crescerá 9,5% em 2008

29 07 2008

Por IT Web.

Apesar da incerteza que ronda a economia global, o mercado de serviços de TI deve permanecer forte. A conclusão é do Gartner, baseado na previsão dos usuários, de desembolsar mais de US$ 819 bilhões em 2008 neste segmento. Trata-se de um volume 9,5% maior do que em 2007.

Analistas dizem que os resultados do primeiro trimestre apontam cenários “mistos”. Kathryn Hale, vice-presidente de pesquisa do Gartner, analisa que no primeiro trimestre de 2008, os resultados financeiros dos nove maiores provedores de serviços de TI ficaram acima das expectativas, e que muitos líderes de mercado expressaram otimismo para o restante do ano.

Além disso, o contínuo declínio do dólar contribui para o crescimento dos números nesta moeda. Mas, em conferência do Gartner recente, Kathryn conta que alguns fornecedores indicaram que as assinaturas de contratos estão sendo proteladas e alguns projetos colocados em espera.

A terceirização do core de TI (gerenciamento e processos) continua a ter o maior crescimento no mercado. Em 2008, os serviços de outsourcing core caminham para representar 42% do dotal dos gastos de serviços de TI em todo o mundo. Os contratantes procuram gerenciamento de processos (BPO) como solução para controle de custos a curto prazo, e o aumento da disponibilidade de entrega global torna o BPO uma opção atraente de redução de despesas.

Os segmentos de consultoria, desenvolvimento e integração continuam com crescimento estável. São áreas dirigidas por demandas como redução de custos, combinadas a projetos que podem aumentar a rentabilidade ou faturamento. Este nicho está previsto para movimentar US$ 327 bilhões em 2008, 10.1% acima dos US$ 297 bilhões computados em 2007.





O profissional de TI

27 07 2008

Dando continuidade ao nosso tema sobre “O casamento entre empresas e profissionais de TI”, tentaremos hoje identificar quem é o profissional de TI atual, quais são seus principais pontos fortes e falhas, que acabam atrapalhando ainda mais esse tão conturbado relacionamento.

Basicamente, podemos classificar o profissional de acordo com as 3 formas a seguir:
O Pré-histórico
O contemporâneo
O moderno

Antes de investigarmos cada um destes perfis mais a fundo, podemos perguntar: qual destes possui mais sucesso e garantias de trabalho? Resposta: todos eles, e nenhum deles (ao mesmo tempo).

O pré-histórico, seriam os profissionais enquadrados em tecnologias antigas (como nosso querido Cobol), ou que já possuem mais de 30 anos na área de “computação”. São profissionais extremamente caros e muito bem valorizados pelos seus conhecimentos em alta plataforma, e com uma necessidade fundamental de atuação nas grandes empresas, principalmente do setor bancário ou que trabalham diretamente com o mainframe.

Já o perfil de profissionais contemporâneos, é onde encontramos a maior quantidade. Atuantes em diversas tecnologias de mercado (java, .NET, SAP, etc), possuem bons conhecimentos gerais (principalmente em baixa plataforma), em banco de dados (seja Oracle, DB2, etc), UML e mais uma infinidade de conteúdos necessários para atuar em TI. Ocupam principalmente, as cadeiras das fábricas de software ou dos níveis de outsourcing.

O profissional moderno, é raríssimo de ser encontrado. Ele possui todas características do pré-histórico + contemporâneo, mas também tem visão de mercado. Ou seja, ele sabe exatamente o que precisa fazer para melhorar sua carreira, onde e como ele pode trazer isso para seu currículo e melhorar a estratégia da empresa (nesse caso, ambos saem ganhando). Geralmente, são pessoas que terão muito sucesso a ponto de ocuparem grandes cargos gerenciais ou na diretoria de grandes empresas.

Se temos 3 perfis, e cada um basicamente sabe o que deve fazer, porque mesmo assim podemos dizer que não há garantias de scuesso?

Tudo isso depende basicamente de como estruturar sua carreira, absorver os melhores conhecimentos nas melhores instituições e nos momentos exatos, antes mesmo que o mercado exija que você tenha. Obviamente, não estou dizendo que as universidades garantem todo o tipo de conhecimento necessário. Muito pelo contrário!

A visão empregada na grade curricular universitária, ela é apenas uma amostra do que realmente existe no mundo empresarial, e também serve de preparação para que o profissional escolha uma rota a ser seguida. Não existe possibilidade alguma, de um desenvolver Java conhecer todas as informações sobre essa tecnologia, e ao mesmo tempo ser um expert em Cobol, Mainframe, Altamira, DB2 e UML. É algo absurdo na questão tempo, e também em fatores culturais.

Primeiro que, na maioria dos casos o estudante já sai da faculdade visualizando uma carreira, construindo seus pilares iniciais. Mas isso pode ser péssimo para o mesmo, caso ele não seja cauteloso e visualize melhor as oportunidades existentes, pois tentativas fracassadas podem gerar descontentamento e concretizar uma falta de esperança onde não razão para existir.

O que realmente deve ser feito, é observar as tendências e dentro da própria, acompanhar suas metodologias, processos e formas de trabalho e, ao longo do tempo, começar a edificar a base da carreira. Muitas vezes, é necessário atuar em uma área expecífica da qual não se sinta a vontade. Porém, este é um “mal-positivo”‘, pois acaba incorporando os conhecimentos do profissional, e deixando-o mais maduro para enfrentar novos desafios.

Este, seria nosso “mundo perfeito”. Mas, qual é então nossa realidade e o porque isso acontece?

Partindo-se de várias premissas, uma das principais razões para as empresas não conseguiram preencher suas vagas, é a falta de conhecimento do profissional. Um outro ponto (e que pode ser complementar ao anteriormente apresentado), seria as instituições de ensino que possuem curso de TI, que após o boom da internet e o boom do novo milênio, começaram a aparecer como formigas, uma em cada esquina.

Estudar assuntos da área de TI no dia a dia, é algo totalmente diferente de outras milhares de áreas existentes. Digamos, por exemplo, a área médica. Claro que os avanços da tecnologia faz com os médicos sejam muito mais preparados, e procurem se atualizar em pesquisas, e etc. No entanto, a “espinha dorsal” do conhecimento é a mesma de 100 atrás. Logo, cabe a pergunta: exisita TI por acaso a 100 anos atrás? Ou até de forma mais profunda: a tecnologia de HOJE, é a mesma de ONTEM? Com certeza não, pois nesse exato momento, algum chinês, indiano ou qualquer outro garoto estrangeiro, deve estar no seu PC (ou até MAC) criando alguma coisa absurda, mas que no fim terá algum fundamento e que daqui 1 ou no máximo 2 anos irá surgir, e TODOS PROFISSIONAIS de TI deverão no mínimo, ter conhecimentos básicos.

É uma teia totalmente diferente. Nem precisamos ir mais a fundo para entendermos melhor a situação. Contudo, qual a parcela de culpa das instituições de ensino superior?

O que falta é uma forma mais adequada de preparar o estudante para o mercado de trabalho. O conhecimento técnico é extremamente importante, principalmente no início da carreira quando parte-se para o operacional (ou seja, vocë é uma máquina que faz coisas). Entretanto, se essa “máquina que pensa”, não for adequada para ocupar um posto em uma empresa onde existe a necessidade incontestável de evolução diária, o profissional irá se perder, a empresa entra em descrédito, e com isso já sabemos o fim da história.

No caso do estudante, não basta querer conhecer ao mesmo tempo milhões de coisas. O que vale, é a capacidade de se enquadrar ao mundo tecnológico, independentemente da área em que irá se atuar seja nos próximos 20 anos, ou daqui 12 meses. E para isso, é necessário determinação, cautela, e muitas vezes, quebra de barreiras ou diferenças culturais. Eis aqui, a maior parte do entrave deste relacionamento.

——————–

No próximo post sobre este assunto, abordaremos um pouco mais o lado profissional. Qual o motivo de termos tantos profissionais mal preparados, um mercado super aquecido e um quadro evolutivo que diz que daqui alguns anos, teremos 15 mil vagas disponíveis nas empresas brasileiras de TI e Telecom.





União Totvs/Datasul cria 9ª maior empresa de software de gestão do mundo

26 07 2008

Da Folha OnLine.

A oficialização da união das empresas de software de gestão Totvs e Datasul, anunciada nesta quinta-feira, coloca a nova empresa brasileira na nona posição do mercado mundial do setor, que tem como líder absoluta a alemã SAP. Com receita bruta unificada de R$ 778 milhões e carteira com mais de 21 mil clientes, a nova companhia será criada após o processo de transição que deverá durar seis meses.

No discurso, os executivos de ambas as empresas falam em união, mas na prática a Datasul será adquirida pela Totvs através da incorporações das ações. A movimentação é justificada pelo ganho de sinergia dos investimentos e mão-de-obra e ampliação da liderança regional.

Com a operação, os acionistas da Datasul vão se tornar sócios da Totvs, passando a ter 14,3% do capital social da empresa. Além disso, receberão mais R$ 480 milhões em dinheiro. Com isso, a Datasul terá o seu registro de companhia aberta cancelada e deixará de ser negociada na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo).

Para confirmar a união, foi marcada para o dia 19 de agosto a data das assembléias de acionistas das duas empresas, que deverão aceitar a proposta.

Os executivos afirmaram que não pretendem fazer demissões e devem manter os funcionários na nova empresa.

Expansão

A Datasul lidera o mercado nacional de software de gestão seguida de perto pela Totvs. O grupo que será formado deterá 38,3% do mercado brasileiro e será o segundo do setor na América Latina.

“Se nós quisermos competir no mercado de software mundial temos de ser uma grande empresa”, afirmou o presidente da Totvs, Laércio Cosentino.

O presidente do Conselho da Datasul, Miguel Abuhab, declarou que a união com a Totvs faz parte do processo de sobrevivência da empresa.

“É muito melhor a gente escolher com quem queremos crescer do que ficarmos sozinhos esperando um processo degenerativo”, avaliou Abuhab.

No mercado internacional, as duas empresas de forma separada atuam em 18 países, que respondem entre 3% e 4% da receita da nova companhia. “No mercado de software não se pode olhar só o país. É uma competição global”, afirmou Jorge Steffens, presidente da Datasul.

Na entrevista de hoje, os executivos não quiseram adiantar investimentos e planos para a nova empresa, mas deixaram claro que aquisições no mercado, principalmente internacional, estão em vistas. “Estamos no jogo de consolidação do mercado internacional”, disse Cosentino.

A Totvs é junção de oito empresas, que foi capitaneada pela Microsiga. Por sua vez, a Datasul tem no seu portifólio 10 marcas que foram adquiridas ao longo tempo. Essa “tradição” em junção de diferentes empresas é considera pelos executivos de Totvs e Datasul como positiva para o sucesso da nova união.

Concorrentes

Apesar de juntas pela administração, Totvs e Datasul continuarão concorrendo no mercado de software de gestão empresarial. “Tudo aquilo que está funcionando continuará funcionado”, disse Steffens.

A justificativa se manterem concorrentes no mercado é a diferença de atuação das empresas. Segundo os executivos, a Datasul trabalha com grandes e médias empresas enquanto a Totvs fornece produtos para médias e pequenas empresas. “Não são só os produtos [diferentes], mas a forma como você os vende. Os argumentos são diferentes”, disse Steffens.
———————————————————————————–

Comentário:

Parabéns para ambas empresas. Sem dúvida, este é um importante passo que as grandes empresas de software brasileiro devem tomar, para se consolidarem no mercado mundial.

A estratégia faz alavancar os lucros e o mais importante de tudo, garante expansão e concretização das ações nacionais em outros países, principalmente na América Latina e no mercado europeu. Hoje, ainda existe uma guerra fria muito forte entre Brasil e Índia na expansão do mercado de software.

Os indianos possuem um custo muito mais barato que o brasileiro e uma formação acadêmica mais rígida; mas a qualificação do trabalho, os fatores culturais, o melhor desenvolvimento da língua inglesa (quando aplicado) e a visão estratégica dos empresários brasileiros, faz com que as empresas nacionais apresentem grandes crescimentos anualmente e se consolidem em posições de destaque, a ponto de concorrerem com as “big bang” do mercado mundial.





Empresas e Profissionais de TI: Que casamento é esse?

24 07 2008

Calma Gente. Muita calma.

Sim! É conturbado, difícil, com muitas brigas e problemas sérios a serem resolvidos. Mas esse é o tipo de casamento que não pode terminar de jeito nenhum! Pois, ou a empresa vai para não sei aonde ou como diz minha amiga Heloiza, sou “realocado no mercado” (entenda como ser demitido).

Antes de apontarmos possíveis culpados nessa história, é muito importante utilizarmos da base histórica desse relacionamento e acima de tudo, conhecermos melhor cada um dos lados.

No lado como profissional, a conclusão é imediata. A área de TI tem milhares de vagas a serem preenchidas (e algumas delas com salários altíssimos), mas o que falta é a capacitação profissional. Quando tratamos de tecnologia, o conhecimento adquirido na faculdade é totalmente inválido quando você parte para o mercado de trabalho. Pois, aquela matéria que você teve no primeiro semestre simplesmente não é mais utilizada. Logo, a busca por novas informações é vital para a sobrevivência de cada profssional da área. 

Essa falta de preparação tem crescido ainda mais nos últimos anos, com a criação de cursos da área de informática em centenas de faculdades pelo país, a um custo baixíssimo (para promover a educação para todos, e o LUCRO das faculdades), mas que reflete uma realidade horrível para o profissional.

São pouquíssimas pessoas que conseguem se capacitar constantemente nas tecnologias mais atuais e principalmente, buscar novas formas inerentes a sua realidade de aprimorar conhecimentos, além de ser muito pequeno o número de estudantes que saem da faculdades preparados para trabalhar em empresas voltadas para TI e Telecom. O ritmo alucinógeno faz com que muitos estudantes, optém por áreas diferentes (como setor bancário, administrativo) já que não aguentam a carga de trabalho, a pressão, e muito menos acompanhar a evolução diariamente.

Sob o lado empresarial, a situação chega a ser de calamidade. Ao procurar profissionais no mercado para o preenchimento das vagas, é comum as seguintes situações:
1) Profissional não possui experiência
2) Profissional tem vasta experiência, mas o custo dele é altíssimo (aquém das necessidades da empresa e em muitos casos fora da realidade de mercado).

Portanto, como empresa, o que fazer?
Contratar um profissional mais barato mas que não possui experiência e arriscar o sucesso do projeto, ou investir pesadamente em recursos caros que comprometeram o custo do projeto e que também representam um risco para a empresa? (existem evidências de que quanto mais caro o profissional, maior a rotatividade dele nas empresas).

O que falta, é buscarmos soluções alternativas para esse impasse tremendo. Tanto para o lado profissional, como para o lado da empresa.

Nos próximos posts, aprofundaremos essas questões de forma mais concreta e expansiva.





Empregos de TI à prova de recessão

20 07 2008

Da INFOEXAME.

A empresa de recrutamento online JobFox.com listou 20 empregos à prova de recessão, que ronda a economia mundial.

 

O engenheiro de software é o segundo profissional mais procurado e resistente à crise, segundo o JobFox, que o cita como uma das funções que terá o maior crescimento de demanda até 2016. Seis funções específicas de TI estão entre os Top 20.

O programador está atrás apenas do executivo de vendas e de desenvolvimento de negócios (para qualquer tipo de empresas), função que lidera o ranking que considera a demanda de profissionais e a manutenção dessa procura ao longo dos últimos oito meses (novembro de 2007 a julho de 2008).

 

Outros empregos relacionados a TI estão no “top 20” do ranking: administrador de redes, em 6° lugar, cujo número de profissionais no mercado é inferior à demanda; analista de implementação de software em empresas, em 8°; gerente de projetos (incluindo TI), 11°; administrador de bancos de dados, 14°, com mais demanda conforme o profissional é mais experiente; executivo de tecnologia, 16°, com perspectivas ainda melhores para aqueles que se especializam em tecnologia móvel e web 2.0.

 

Confira a seguir a lista completa do Top 20:

1° – Executivo de vendas e desenvolvimento de negócios

2° – Engenheiro/projetista de software

3° – Enfermeiros

4° – Executivos de finanças e contabilidade

5° – Contadores

6° – Administrador de redes e sistemas

7° – Assistentes administrativos

8° – Analistas de implementação de software em empresas

9° – Analistas de pesquisas em negócios

10° – Profissionais de finanças

11° – Gerentes de projetos

12° – Especialistas em testes e controle de qualidade

13° – Gerentes de produtos

14° – Administradores de bancos de dados

15° – Gerentes de contas e atendimento a clientes

16° – Executivo de tecnologia

17° – Engenheiro elétrico

18° – Executivo de vendas

19° – Engenheiro mecânico

20° – Gerente de contratos com a área governamental

Comentário:
Ainda bem que me encontro no posto de número 12. Me sinto um pouco mais, “garantido”.





Sobre a “morte” do Mouse

20 07 2008

Com certeza, essa é uma notícia extremamente triste para aqueles que acompanharam nos últimos 30 anos a evolução do Computador. O Mouse é um marco na história quando analisamos todos os tipos e modelos de periféricos.

Claro, não é desmerecer os demais. Mas, existe hardware mais fácil de se trabalhar, e que tenha facilitado tanto a vida dos usuários e daqueles que trabalham diretamente com TI?

A tecnologia, como sempre em constante evolução, cria a cada dia uma nova maneira de facilitar a vida dos usuários. Como exemplo em destaque, temos a tecnologia Touch presente no IPhone que traz uma nova forma de entretenimento e de mudança cultural drástica em tudo o que foi feito na área tecnológica.

Não é comum para aqueles que utilizam notebook (como eu), usufruir do mouse pois acaba virando um incoveniente, que acaba atrapalhando mais do que ajudando. No entanto, o “charme” do mouse que também evolui muito passando de 3 botões para apenas 2, e na sequência com a famosa “rodinha” (que facilita e muito a rolagem das páginas), a substituição da ”bolinha” pelo infavermelho e até recentemente a exclusão do cabo e passando a utilizar a tecnologia de infravermelho.

De qualquer forma, seja daqui 5, 10 ou 15 anos, o mouse vai deixar saudades para os amantes de TI. Disso, não resta dúvida nenhuma.





Gartner prevê morte do mouse em 5 anos

20 07 2008

Do plantão INFO.

Análise do Gartner prevê que entre 3 e 5 anos os usuários de PCs não mais precisem do mouse para trabalhar.

 

O estudo do Gartner baseia-se na evolução das tecnologias que permitem dispensar o mouse.

 

A análise diz que o mouse é algo funcional e produtivo quando você usa um desktop no trabalho, mas algo desconfortável para ser usado em laptops ou em atividades de entretenimento, como usar o computador para jogar, ouvir música ou assistir vídeos.

 

A previsão é que tecnologias como o reconhecimento de gestos, telas sensíveis ao toque e reconhecimento de face e voz permitam aos usuários operar computadores sem a necessidade de mouse.

 

Alguns produtos são citados como exemplo, como a interface sensível a toque e movimentos do iPhone e o Surface, da Microsoft.

 

O Windows 7, que deve substituir o Windows Vista provavelmente a partir de 2010, também prevê operações no computador feitas por meio de toques na tela.

 

Outro equipamento citado como exemplo é o console Wii, da Nintendo, que permite interagir com a tela do game por meio de um joystick sensível a movimentos.





Recém-formados em TI estão piores a cada ano

20 07 2008

Do site COMPUTERWORLD.

Empresas reclamam da redução no padrão de formação e afirmam que precisam avaliar 20 profissionais para encontrar um que sirva para o posto.
A discussão sobre o futuro da TI no Brasil em xeque por falta de profissionais tem outro capítulo.Para os empresários e professores leitores do COMPUTERWORLD, a culpa não está nas universidades, mas nos próprios alunos que saem das faculdades cada vez piores. “Está cada vez mais difícil contratar estagiários para a área de tecnologia”, reclama o diretor de tecnologia da Radcom, Francisco Leitão. E seu colega, o administrador de empresas gaúcho João Batista Brogni, completa que a estrutura precisa ser revista, pois “hoje os estudantes saem da faculdade uns ‘meia-boca’”.
Leitão diz que, em ordem, seleciona currículos baseado nas noções que os estudantes têm na área para a qual se candidataram, depois ouve os planos de futuro dos universitários, os submete a uma pequena prova sobre os conhecimentos técnicos e, finalmente, avalia a redação.

Mas ele diz que cada vez se assusta mais com os candidatos que recebe. “São vários problemas; tem gente que tem curso de manutenção que não é capaz de reconhecer uma placa mãe”, reclama.

Além disso, o executivo conta que há também quem, depois de tudo isso, não consiga organizar suas idéias em forma de texto. “Eles cometem erros típicos de alguém que só escreve no MSN”, afirma.

Quem também seleciona baseado na capacidade de expressão escrita é o administrador Brogni. O executivo afirma que é incrível como mesmo jovens formados hoje não sabem escrever um texto ou expressar as idéias de forma lógica. “Antes selecionávamos pelo conhecimento técnico; hoje é pela redação”, conta.
Francisco Leitão garante que a sua empresa investe em treinamento, mas ressalta que quando os profissionais ficam mais qualificados acabam indo para empresas maiores. “A verdade é que há alguns anos o nível dos estagiários era muito melhor”, protesta. Leitão explica que na última seleção realizada, a companhia recebeu mais de 20 currículos, selecionou dois e só um compareceu ao trabalho.

Ione Coco, analista do Gartner para a América Latina, defende que está certo contratar profissionais pelas suas habilidades de matemática (lógica) e escrita. Mas afirma que as pessoas exigem muito dos jovens quando querem detalhes de o que elas querem em relação a seu futuro. “Hoje os jovens vêem um mundo diferente e muito mais amplo por meio da internet – não é fácil para eles saberem o que pretendem ser. Talvez fosse a vez de a área de recursos humanos mudar um pouco”, diz.

Depois de ler no COMPUTERWORLD que as faculdade facilitam as disciplinas para não perder alunos, o professor universitário Alan Carvalho, que trabalha com TI desde 1985, afirma que já ouviu colegas com uma boa definição do cenário nas universidades.
Ele propõe um raciocínio: “atualmente existem dois lados na educação superior em instituições privadas: um que deseja vender um diploma, outro que deseja comprar um diploma. E um chato no meio atrapalhando tudo. Advinhe quem é o que nessa história?”.

O professor também alerta sobre a noção confusa que os jovens têm dos cursos que decidem encarar, o que atrapalha as expectativas de mercado e do profissional. “Tem gente que acha que vai fazer Ciência da Computação para ser programador. Quando chega no primeiro semestre e tem matérias como cálculo, geometria analítica e outras disciplinas básicas, acha que o curso não prepara para o mercado”, destaca.

Segundo ele, o que cada interessado em cursar o nível superior precisa fazer é conhecer as opções de cursos antes de se inscrever na primeira faculdade que aparece. “Há opções para todos os gostos hoje”, completa.





Coniventes, empresas também são culpadas pelos maus profissionais

20 07 2008

Do site COMPUTERWORLD.

Pesquisa do Gartner afirma que a tarefa de encontrar, formar e reter talentos é a prioridade número três dos CIOs (justamente para não comprometer o futuro da TI no País). Fica atrás apenas de ‘entregar projetos para crescer o negócio’ e ‘aproximar a estratégia da TI à da empresa’.

Entretanto, a vice-presidente do programa executivo do Gartner para a América Latina, Ione de Almeida Coco, afirma que é necessário mais. “As empresas são coniventes por que o estágio deixou de ser aprendizado e é hoje substituição de mão-de-obra”, diz.

Ione Coco afirma que as empresas devem apostar em novas práticas como a contratação de pessoas com conhecimento em tecnologia, mas que não são formadas no setor. “Por que a atividade de administrador de banco de dados não pode ser exercida por um estatístico? E os artistas e designers? Eles entendem mais de Macs do que qualquer um”, exemplifica.

Segundo a analista, os gerentes de informática não estão enxergando isso. Ela afirma que muitos preferem apenas proliferar a tese de que estão faltando profissionais, do que pensar em soluções. “Um profissional uma vez reclamou que eu falo de formação no futuro, mas que isso não adianta, que ele precisa das pessoas agora! Mas se há três anos ele estava implementando uma tecnologia, sabia que precisaria de pessoas na área e não se preparou”, alerta.

O assunto tem dado pano pra manga. Nenhuma palestra que ministra sobre o tema, diz Ione, termina no horário previsto. Em sua opinião, se os alunos têm uma formação fraca no ensino médio, por que as instituições de graduação não fazem intensivos de final de ano, no estilo de uma recuperação, para acompanharem melhor as aulas? Poderiam também dar aulas complementares, como métodos para fazer apresentações, slides e para gestão e comunicação.

Além disso, há a questão da redução na busca pela profissão. Os números mostram queda de 25% nas inscrições em faculdades de TI e acreditamos que no Brasil o total seja ainda maior – aproximadamente 30%. “Os jovens acham que a profissão é repetitiva e chata e essa percepção atrapalha na ponta, na hora de as empresas contratarem”, relata.

O ponto central é que todos são coniventes. “As companhias também não são santas. Quando contratam estagiários como substituição de mão-de-obra, exigindo que passem na empresa período integral, impedem que as universidades façam cursos com o grau de exigência necessário”, pontua.

O comentário do leitor Juliano ao site do COMPUTERWORLD segue a mesma linha da analista. Ele diz que o principal fator que enfraquece a qualidade da mão-de-obra é “a super exploração das empresas”, apesar de concordar que muitos alunos e faculdades são ruins. “As organizações exigem cada vez mais e pagam cada vez menos. Está mais que claro que isso não passa de choradeira de empresários que querem arrumar um motivo para reduzir salários”, protesta.